segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ready For The Good Times

Se renovar o espírito já não é mais o bastante, volto a fazer novos planos, como sempre.
Eu "intrigado" com as pessoas, ou melhor, com meus amigos,
parece que a cada dia que passa eles escapam da minha mão.
Cantar e viver para aprender a fazer a lição.
Chego a conclusão de que existe amigos para tudo:
para sair, estudar, brincar, pensar,
para estar perto e para estar longe,
presente ou ausente.
Porém, existe amigos para tudo.
Sabe o que eu preciso?
Parar e estudar,
ficar concentrado nos meus planos, e se nada quer ficar,
o pouco que tenho seguro com todas as minhas forças,
que são poucas.
Combinação
(Composição: Paula Toller / George Israel / Lui Farias)
Vamos fazer um trato, uma combinação?
De que forma, de que jeito, agora vamos viver
Sem claustrofobia, sem tristeza e dor
Um profundo, intenso ,leve e provisório amor
No tempo de um abraço
Aceito sua proposta
Vamos fazer um trato, uma combinação?
Que palavras precisamos agora nos dizer?
Com calma, gentileza e satisfação
Novos planos e projetos vamos escrever
No tempo de um abraço
Você é outra pessoa
Esqueço os nossos conflitos
E posso levantar da cama
Todos os dias.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Procurando por mim

Eu corri da minha casa
Que não consegue me conter
Do que eu não conseguia manter
Da minha mãe que me assombra
Embora ela já se tenha partido
Da minha filha que nunca dorme
Eu corri do barulho e do silêncio
Do trafego das ruas
Eu corri para o topo da árvore
Eu corri para o céu
Para fora do lago
Para dentro da chuva
Que embaraçou meus cabelos
E molhou meus pés e minha pele
Escondeu minhas lágrimas
Escondeu meus medos
Eu corri para a floresta
Eu corri para as árvores
Eu corri e corri
Eu estava procurando por mim
Eu passei pelas igrejas
E pela velha e torta caixa de correio
Passei pelo pomar de maçãs
E pela senhora que nunca fala
Para cima do morro
Eu corri para o cemitério
Segurei minha respiração
E pensei em sua morte
Eu corri para o lago
Para cima do morro
Eu corri e corri
Eu ainda estou olhando
E eu vi os túmulos caídos
Todos os nomes esquecidos
Eu provei a chuva
Eu provei minhas lágrimas
Eu amaldiçoei os anjos
Eu provei meus medos
E o chão se abriu debaixo dos meus pés
E a terra me pegou no colo
As folhas cobriram meu rosto
Formigas andaram nas minhas costas
O céu negro se abriu me cegando
E eu senti o cheiro da carne dela queimando
A raiz dos ossos dela
Seu apodrecimento
Eu corri e corri
E ainda continuo correndo